Eletrônica até no turbo
Postado em 03. mar, 2010 por EcoTruck | NOTÍCIAS
Criado para basicamente aumentar a potência dos motores, principalmente os do ciclo Diesel, os turbocompressores vêm recebendo cada vez mais atenção dos usuários e fabricantes. De simples coadjuvante ele está se tornando em um dos principais auxiliares dos motores. Para que se tenha uma ligeira noção da sua eficiência, um propulsor aspirado tem rendimento energético entre 28% e 33%. Quando esse mesmo motor recebe a “colaboração” do turbo esse rendimento sobe para valores entre 42% e 45%.
Desde a sua introdução em modelos normais de série, o turbo vem recebendo doses maciças de tecnologia, principalmente em relação à eletrônica embarcada. Nas unidades mais avançadas como, por exemplo, o VGT (Turbo de Geometria Variável), a turbina vem conectada à unidade de controle eletrônico do motor. Seu grande diferencial com relação aos modelos convencionais é que seu mecanismo de controle independe da pressão do coletor de admissão, além de contar com um sensor de velocidade para medir a rotação do seu eixo rotor.
Uma grande vantagem do turbo de geometria variável reside no fato de que ele tem condições de atuação diferentes para cada condição de carga do motor. É possível, por exemplo, otimizar seu funcionamento para privilegiar situações mais importantes em detrimento de outras. Ele pode ser “programado” para aumentar o torque nas baixas rotações do motor, melhorando suas arrancadas e retomadas de velocidade. Paralelamente a isso ele também colabora significativamente tanto para a redução das emissões, como para economia de combustível.
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